Ore pelo seu pastor

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O apóstolo Paulo escreveu ao jovem evangelista e pastor Timóteo: Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem (1Tm 4.16). Há uma dinâmica na subjetividade humana que poucos seres humanos podem discernir; os pastores não são super-homens – são seres humanos comuns que exercem um ofício santo e de grande responsabilidade no Reino de Deus.

No último domingo (26/08), o pastor Andrew Stoecklein, 30 anos, faleceu após complicações decorrentes de sua tentativa de suicídio. Ele pastoreava a igreja Inland Hills (EUA) e deixou sua esposa Kayla e três crianças. Quem vê a situação de fora, simplesmente condena a atitude extrema e desesperada deste homem que vivia sofrendo de ansiedade e depressão, contudo são poucos os que podem discernir os âmbitos emocionais e espirituais em que tais homens transitam muitas vezes. No entanto, o pior é o seguinte: são poucos que os sustentam em oração.

Neste artigo, a reflexão principal não é sobre o sofrimento dos pastores, mas a nossa participação nestes sofrimentos. A pergunta maior aqui é: você tem orado pelo seu pastor?

Sempre olhamos para nossos pastores como se fossem perfeitos, com uma vida de oração ilibada e inalcançável e totalmente sadios em suas emoções e fisicalidade. Pensamos que eles nunca precisam de ajuda, orientação, aconselhamento, ensino e suporte espiritual, de modo que muitos de nós os consideramos verdadeiros gurus espirituais na literalidade do termo que semanalmente têm a obrigação de nos servir o melhor alimento espiritual disponível neste planeta.

Tal projeção nos afasta e impede de amá-los mais. Você pode fazer algo por seu pastor, mas simplesmente deixa pra lá por acreditar que ele não carece disto. E assim vamos assistindo perplexos casos de pastores que adoecem e/ou morrem cedo demais.

Creio que o Apóstolo Paulo, quando disse a Timóteo que ele se salvaria no ato de cuidar de si próprio e da doutrina, não estava falando de forma soteriológica (relacionado à doutrina da salvação), como se ele mesmo pudesse livrar-se da condenação eterna por esforços ou méritos próprios. Creio piamente que Paulo estava tencionando que o ministro do evangelho aspira cuidados adicionais aos cuidados teológico-doutrinários, pois sua humanidade não é consumida [ou ao menos não deve ser] pelo ministério –; o pastor precisa zelar por sua alma tanto quanto ou até mais que pelas almas que estão sob seus cuidados.

Os cristãos precisam atentar para a necessidade de se ter mais percepção sobre como está o coração de seu pastor. Uma palavra de carinho, um abraço apertado, um presente inesperado e fora de época ou mesmo uma oração presencial podem servir como um bálsamo de Gileade na mente e no coração deste servo que Cristo colocou em sua Igreja para nos ensinar o evangelho. Sempre que você puder faça o bem ao seu pastor, e isso voltará para você em alimento espiritual nutritivo e graça comunicada com poder – e afirmo isto sem nenhuma intenção de denotar uma relação de barganha espiritual.

Charles H. Spurgeon disse certa vez: “Não entre no ministério se você puder evita-lo”. Não é nada simples ou fácil ser pastor. É por isso que devemos não só honrar, mas sustentar em oração e de outras formas possíveis aqueles que se engajaram nesta árdua e santa vocação.

Fonte: Gospel Prime

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